Abcam sugere tabela mínima de frete regionalizada

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Palavra do Presidente

Órgãos de trânsito devem se preocupem com a segurança viária e com a qualificação dos condutores. Entretanto, não se pode aumentar ainda mais a burocracia e os custos para o motorista.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) revogou a resolução que exigia curso e prova para renovação da carteira de habilitação bem como acabava com a prevalência das categorias, o que impediria, por exemplo, que motorista habilitado na categoria "E" conduzisse veículos da categoria "D", ou da categoria "D" também fosse habilitado na categoria "C".

É de se esperar que os órgãos de trânsito se preocupem com a segurança viária e com a qualificação dos condutores. Entretanto, não se pode aumentar ainda mais a burocracia e os custos para o motorista.

Durante a nossa movimentação para que a resolução não fosse aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), tivemos a oportunidade de conversar com o Deputado Hugo Leal, que além de fazer parte da Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados, também é presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito.

O Deputado entende que o Código de Trânsito Brasileiro traz elementos que permitem a interpretação de que existe a prevalência entre as categorias. Ele concorda, assim como nós, da Abcam, que é necessário melhorar a formação dos condutores, mas isso não pode ser algo que atinja os atuais habilitados, que devem ter os seus direitos preservados.

O setor de transporte já vem sofrendo com muitos problemas, como baixo valor do frete, estradas ruins e situação econômica desfavorável. Não pode ter que sofrer ainda com uma possível falta de mão de obra qualificada em razão do aumento da dificuldade para as pessoas se habilitarem.

Entendemos ser imprescindível a manutenção da segurança e a proteção do direito à vida. Entretanto, precisamos equacionar esse problema com o devido cuidado e razoabilidade.

Tenham a certeza de que nós, da Abcam, estamos atentos ao que está acontecendo em relação a este assunto e não vamos permitir que os atuais habilitados sofram qualquer restrição em suas habilitações.

Nosso compromisso com a segurança nas estradas, com a defesa da vida e com o direitos dos caminhoneiros permanece. Nossos caminhoneiros são fundamentais para o transporte de bens e serviços. E é por isso que continuaremos lutando pelos direitos da categoria. Não vamos permitir que os motoristas já habilitados tenham seus direitos suprimidos e que novos custos pesem no bolso do caminhoneiro

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